ASTERIX ESTÁ DE VOLTA, E LEVANDO ROMA À ERA DA INFORMAÇÃO


O novo álbum de Aterix, lançado nesta terça feira na França - e em alguns outros países da Europa - marca o retorno do personagem à boa forma, depois de alguns álbuns não muito felizes.

O álbum atual, intitulado "Papyrus de César", tem - além de Alberto Uderzo - como colaboradores Didier Conrad e Jean-Yves Ferri.

A história é digna do grande e saudoso mestre Renée Goscinny, morto em 1977. Ela começa com Cesar, em Roma, terminando seu livro, As Guerras Gaulesas. 

Depois de incluir um capítulo no qual admite sua incapacidade de conquistar uma certa aldeia inexpugnável no norte da Bretanha, ele é persuadido a exclui-lo pelo assessor de comunicação do império Promoplus, um sósia do Relações Públicas francês Jacques Seguela. 

Melhor para a imagem do Império, claro.

No entanto, um escravo-escriba  Numídio- agindo em solidariedade com o povo oprimido da Gália - contrabandeia para fora uma cópia do capítulo em falta, que então cai nas mãos de Doublepolemix, um "hacker" e ativista incansável pela informação aberta. 

Este personagem - como numerosos vazamentos já nos confirmaram - é baseado em Julian Assange, completo com o cabelo loiro e barba por fazer.

"Eu tenho comigo um documento que vai fazer tremer o Império", ele conta a um Obelix confuso,após chegar á aldeia. "O papiro perdido do livro de César!"

É um conceito brilhante e, enquanto Promoplus corre desesperadamente para recuperar o papiro, o álbum faz piadas geniais sobre o mundo das notícias e comunicações.

A mais nova tecnologia é o pombo-correio, suplantando o velho sistema postal boi-e-carro. Quando um pombo passa velozmente por um oficial romano mal-humorados correios, este  murmura: "Seria muito melhor se eles investissem em mais funcionários."



O dispositivo gaulês para salvar o capítulo é levá-lo para o druida mais velho de todos eles, que vive em uma imensa floresta, e então recitá-lo para que ele possa memorizá-la.

Este é uma maravilhosa brincadeira com a idéia de digitalização da informação. Uma vez que está no super-cérebro (leia-se computador), nenhum esforço de censura nunca vai ser bem sucedido.

E tanto assim acontece que as aventuras - acerca de Córsega, do Egito, a Inglaterra, etc etc - são passadas de geração em geração até que elas vêm para os ouvidos de um par de meliantes na Paris do século 20: Goscinny e Uderzo!

Todas as piadas habituais estão lá, de piratas, brigas de peixe, e assim por diante, além de abundantes brincadeiras com palavras (marca registrada de todos os álbuns de Asterix) que se revelarão um grande desafio para qualquer tradutor que resolva encarar a empreitada.

Asterix: Papyrus de César ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
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