Peter Pan (2015)




Ano: 2015


Diretor: Joe Wrigth


Gênero: Fantasia


Duração: 1h 51 min




Sinopse: O jovem e órfão Peter  (Levi Miller) vive em um orfanato, na escura Londres, durante a segunda guerra mundial. Sequestrado por piratas da Terra do Nunca, se vê em meio a uma aventura em busca de seu passado e do lugar onde pertence.

Trailer:



Crítica: Com Spoiler.

 Peter Pan é uma história que é contada e recontada varias vezes no cinema. Além da história original, ja tivemos continuações, e até um futuro onde o menino que não quer crescer vira adulto e tem filhos. Agora é a vez da história de como Peter se tornou o líder dos garotos perdidos que já conhecemos há muito tempo.

Quando vi os cartazes de Peter Pan, fiquei encantada. Uma história que adoro contada com todo esse cuidado visual... Claro que veria no cinema. O filme é um deleite visual. tudo que se espera de um filme para crianças acontece. Muito colorido, malabarismo (que contrasta bem com a fria e escura Londres apresentada no primeiro ato) e um 3D que vale bem a pena.

A escolha do jovem Levi Miller se mostra um bom acerto logo no começo do filme, onde vemos um Peter com personalidade forte e não conformado com o sistema do orfanato em que vive. Depois desse ato, o personagem oscila muito entre estar maravilhado com o que vê, e não se sentir capaz de fazer o que esperam dele, o que torna meio confusa a identificação com o personagem. E no meio dessa confusão, o personagem do Gancho (Garrett Hedlund) acaba ganhando ares de protagonista. Com um jeitão de pistoleiro do velho oeste que não conversa com ninguém e nem tem amigos, ele acaba roubando a a atenção e também o coração da princesa Tigrinha (Rooney Mara). Achei a escalação de Rooney Mara para o papel um tanto quanto equivocada. Não que ela não esteja boa no papel, mas, ela é a unica loira, branca de olhos azuis no meio de uma tribo que deveria ser composta por nativos americanos, como na história original, mas no filme é retratada numa mistura de um carnaval circense indiano.

Ainda falando sobre a tribo selvagem, a substituição de sangue por pó colorido na cena da invasão pirata, é uma ideia sensacional! a cena fica lindíssima, e muito mais leve para as crianças e o efeito é divertido, enquanto para os adultos, vai remeter a sangue, onde é possível ver as marcas do massacre no chão, nas árvores e até no rostos dos personagens.

Gostaria de citar também as escolhas gráficas para mostrar cenas do passado. Tanto na madeira quanto na água, as cenas são belíssimas, me fazendo lembrar o Conto dos Três Irmãos em Harry Potter e as Relíquias da Morte.

O vilão Barba Negra (Hugh Jackman) tem um visual muito bom, e uma apresentação incrível ao som de Smells like a team spirit do Nirvana. O que ele não tem é uma boa motivação. Não fica claro no filme porque ele quer tanto o pó de fada, ou porque não mata logo Peter quando descobre que ele pode ser o escolhido para concretizar a profecia que prevê seu fim.

O que peca no filme é o roteiro. Com a proposta de que Peter e Gancho são amigos que lutam contra um vilão em comum, o filme acaba contando a jornada do herói de uma maneira muito parecida com Star Wars. Os personagens principais acabam formando um trio com a entrada da, também princesa, Tigrinha. Gancho é exatamente o visual de Indiana Jones com a personalidade de Han Solo e assim como o clássico de fantasia espacial, Peter é o escolhido, mas não se acha capaz de usar seus poderes e consequentemente de combater o inimigo.

Mas essa não é a falha do roteiro, afinal de contas, quantas histórias no cinema não contam a jornada do herói? Muitos! O problema é o final. O filme usa de roteirismos para se encaminhar para um final fraco, onde o Peter que estávamos esperando, cheio de confiança, não aparece. quem brilha no final são Gancho e Tigrinha, essa ultima com boas cenas de luta contra o Barba Negra.

E o final mesmo, não está nesse filme. Hoje em dia, qualquer estúdio de Hollywood, se pode contar uma história em 3 partes (as vezes 4) para ganhar mais dinheiro, assim o fará. a Warner não é diferente. O filme começa te prometendo a história de como dois amigos viraram inimigos, mas te entrega só até a parte de como eles viraram amigos. O resto da história, a gente só vai saber quando, e se, sair o segundo filme.

No resumo, o filme é uma boa pedida para crianças. Muita ação, aventura e muito colorido! para os adultos é um bom divertimento, mas nada sensacional.






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